I n í c i o arrow Info. às Pessoas Portadoras de Deficiência arrow Pés Planos
19 de setembro de 2014
Menu Principal
I n í c i o
O · P r o f i s s i o n a l
I n f o r m a t i v o s · M é d i c o s
S e m i n á r i o s · M é d i c o s
Info. às Pessoas Portadoras de Deficiência
E S P E C I A L : B I O É T I C A
W e b · L i n k s
E n t r e · e m · C o n t a t o
B u s c a r · n o · S i t e
Login
Nome de Usuário

Senha

Lembrar login
Esqueceu sua senha?
Usuários Online
 Nós temos 22 visitantes online
Pés Planos Imprimir E-mail
Autoria de Joel Cristiano Westphal Correa   
26 de outubro de 2005
Seminário Médico - PUCRS
Joel Cristiano Westphal Correa


ÉS PLANOS

  • Definidos como pés com arcos plantares acentuadamente baixos ou ausentes quando submetidos à carga;

  • Quando existe angulação em valgo do calcâneo são chamados pés plano valgos ou pés pronados;

  • Grande maioria dos casos, os pés planos infantis são flexíveis, isto é, com estes arcos plantares aparentes quando não suportam peso, estão presentes freqüentemente em graus variáveis nas crianças no início da marcha, sendo comum a ocorrência familiar, de características de hipermobilidade articular, são assintomáticos e perfeitamente funcionais e tendem a involuir com o crescimento;

  • Muito freqüente nos ambulatórios de ortopedia pediátrica.

BIOMECÂNICA E ANATOMIA:

  • Excessiva eversão do complexo subtalar na posição ortostática, tendendo ao desvio do calcâneo em valgo, RE e flexão dorsal em relação ao Tálus e ainda em flexão plantar (equino) em relação a tibial.

HISTÓRIA NATURAL E EPIDEMIOLOGIA:

  • Toda a criança vai apresentar ao início da marcha graus variáveis de pés planos;

  • Formação do arco plantar em repouso depende do formato e arranjo dos ossos e da tensão dos ligamentos;

  • Elasticidade ligamentar é acentuada e tende a se manter até os 3 anos;

  • Influenciada por fatores familiares, associada a uma maior quantidade de tecido cartilagionoso do esqueleto;

  • Após os 3 anos, ocorre uma redução da elasticidade ligamentar;

  • Não existem evidências de que o pé plano flexível seja sinônimo de incapacidade.

DIAGNÓSTICO:

  • Posição em valgo do calcanhar, associado, em graus variáveis, à planificação do arco plantar;

  • Antepé abduzido e supinado em relação ao retropé, abaixando o 1° raio, aplanamento arco medial;

  • Estes aspectos tendem a desaparecer ao retirar a carga do pé, ao analisá-lo com a criança nas pontas dos pés ou forçando a dorsiflexão do hálux (teste de jack), confirmando o diagnóstico de pés planos flexíveis.


CLASSIFICAÇÃO:

  • Congênitos: o pé tálus vertical ou pé convexo congênito, já clinicamente aparente ao nascimento, com aparência característica da face plantar em dorso de mata-borrão, grande rigidez e possibilidade de associação com outras alterações do aparelho locomotor, como geno-recurvato, luxação quadril e agenesias vertebrais. Associação freqüente com quadros de artrogripose;

  • Desenvolvimentais: 'peroneiros espásticos', presença barras de fusão entre os ossos do retropé;

  • Pés associados a desíquilibrio muscular: PC, Polio, MM, TRM , Guilan-barre...

  • Tipos mais raros: ruptura TP (adultos) e seqüelas cirúrgica PTC.

RADIOLOGIA:

  • Tendência a verticalização do tálus na incidência perfil e a medialização no AP.



DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:

  • HIST + EF;

  • TÔNUS MUSCULAR;

  • CRIANÇAS MAIORES -> DOR -> AR, Osteoma Osteóide, barra de fusão (mais comum);

  • Dor e perda da mobilidade devem ser valorizados.

TRATAMENTO:

  • Não se conseguiu comprovar que o uso de modificações de calçados mudem a história natural do pé plano flexível;

  • Exercícios ativos: inúteis;

  • Em suma, a abordagem não deve ser a de 'tratar os pais', diminuindo sua ansiedade com a prescrição de órteses. È muito mais razoável despender tempo e explicar a história natural desta condição e acompanhar a evolução do crescimento.

CIRÚRGICO: indicado para pés dolorosos em que o tratamento conservador não foi bem sucedido.

  • Não fazer antes dos 10 anos de idade;

  • Esses casos são exceções e não a regra;

  • Tem lugar importante nas seqüelas neurológicas e sindrômicas que são a população que mais se beneficia;

  • Partes moles: recidiva da deformidade.

PROCEDIMENTOS ÓSSEOS:

  • Artrodese: trocar deformidade por rigidez articular não é razoável. Ùteis no pé doloroso adulto;

  • Artrórise;

  • Osteotomias: Deslizamento do calcâneo (medial). Alongamento do Calcâneo.



Última Atualização ( 11 de abril de 2008 )
< Anterior   Próximo >
 
Desenvolvido por BLPilla